NUTRIÇÃO SUSTENTÁVEL


CONSCIÊNCIA, ATITUDE E SAÚDE GLOBAL

      A humanidade é chamada a tomar consciência da necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam. Papa Francisco

Diante dos efeitos das mudanças climáticas, da constante ameaça de escassez de “ingredientes” naturais básicos como a água, e de pandemias como a de obesidade e as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), convenhamos: estamos fritos.
Mas antes que a última esperança desande, voltemos para a cozinha. Não é difícil testemunhar que todo aquele fogo, aquela energia, está colocando em movimento todas as transformações necessárias ao preparo, certo?  Portanto, em meio às chamas, parece que também estamos vivendo um momento de transição para um mundo mais saudável, sustentável e - por que não? - delicioso.
Individual e coletivamente, temos sido convidados a sair da zona de conforto, e repensar os impactos negativos dos hábitos diários mais corriqueiros. Impactos no meio ambiente e no meio da gente. Temos um fogareiro aceso, bem debaixo de nós, nos lembrando de reagir e agir, com urgência, para não passarmos, literalmente, do ponto.
Nossas escolhas alimentares estão recheadas de responsabilidades. É bem mais complexo quando a ideia de cadeia alimentar envolve sutilezas como a satisfação do paladar, além da nutrição para a sobrevivência dos indivíduos, famílias, comunidades, e da única espécie autoconsciente do planeta. Adicione à cadeia alimentar todos os aspectos relativos ao ambiente, solo, trabalho de quem planta e colhe, transporte, preparo,  comercialização, descarte e - o crème de la crème - consumo de recursos naturais utilizados na produção dos alimentos, principalmente a água. Imaginou?
Todos esses componentes precisam ser considerados em um plano nutricional holístico, saudável e ético que expanda a consciência dos indivíduos na direção de uma coletividade mais justa, colaborativa, sensível e harmoniosa sob o amplo conceito de sustentabilidade sócioambiental.
E qual é a medida do uso e gerenciamento dos recursos naturais e energéticos? Chama-se pegada ecológica. Nesta medida considera-se que tudo o que consumimos - alimentos, água, energia e todos os bens de consumo -, tem consequências globais, visíveis e ocultas, diretas e indiretas, na saúde, englobando as esferas social e ambiental.
Sustentabilidade, hoje, virou arroz de festa. A gente não dá muita bola, mas é o que sustenta. Quer ver? Sustentabilidade diz respeito à nossa capacidade de conservar e melhorar os recursos produtivos - solo, água, ar e biodiversidade -, de forma que permita uma produção adequada de alimentos e bens de consumo para a atual e as futuras gerações, garantindo-se, assim, a manutenção da economia, o bem estar social, cultural e ambiental. Embora existam leis reguladoras da atuação da indústria e comércio, direitos humanos e códex alimentarius, na vida real, quem dá o ponto do mercado são os nossos hábitos de consumo, a forma como escolhemos e utilizamos recursos (desde os eletrônicos aos automóveis, passando pela informação, água e alimentos). Somos nós que, diariamente, orientamos e definimos o mercado com nossas escolhas. Para o bem ou não.
 Como consumidores, somos co-produtores, estamos no coração dos sistemas de produção e políticos alimentares. Pela primeira vez na história, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há abundância de oferta de alimentos. Repito: abundância. E cabe a nós, consumidores, fazer escolhas conscientes a partir da reorientação dos nossos valores, desejos e comportamentos individuais e coletivos. Já dá para sentir o cheirinho?
Somos hoje 7 bilhões de habitantes que deveriam fazer pelo menos 3 refeições por dia, totalizando aproximadamente 2.000 quilocalorias per capita. Em 2050, seremos 9 bilhões, com 19% de idosos a mais que a parcela de jovens da população. Segundo dados da FAO, o órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a produção média global de alimentos hoje é suficiente para atender 100% da população mundial, embora ainda tenhamos mais de 800 milhões de pessoas passando fome no mundo. A conta não fecha não é? Esses dados demostram um erro elementar na matemática da fome: a divisão não ocorre em parcelas iguais. Enquanto em determinadas partes do mundo os padrões de consumo são excessivos, em outras as necessidades mais básicas de uma significativa parcela da população mundial não estão sequer sendo supridas. Não é um ponto de vista. Para uns poucos, o copo está cheio sempre e para muitos outros, cronicamente vazio. De copo na mão, estamos todos convidados a reavaliar nosso padrão de consumo com a meta de enxugar os excessos de alguns para hidratar as carências de muitos.
Nas últimas duas ou três gerações, em muitos aspectos, a vida mudou (o que não significa que melhorou). Desde a década de 60, com os processos de transição demográfica, epidemiológica e nutricional em vários países, incluindo o Brasil, nos tornamos predominantemente urbanos. O aumento da população, da expectativa de vida, e a aglomeração de pessoas nas grandes cidades fez crescer a demanda por alimentos, ao mesmo tempo em que distanciou os indivíduos da natureza e dos produtores.
Formamos verdadeiros formigueiros de gente nas cidades. E para satisfazer as demandas nutricionais, a cadeia alimentar se modernizou, industrializou e ganhou escala. A chamada “revolução verde” (leia-se o advento dos fertilizantes e defensivos agrícolas químicos, o uso de variedades selecionadas e as técnicas de irrigação) parecia apontar um admirável mundo novo, onde a industrialização dos alimentos e o consequente aumento da capacidade de produção solucionariam a equação da escassez de alimentos. Poucas décadas depois, o que se vê é uma espécie de milagre da multiplicação às avessas: a fome ainda é uma realidade global (ainda que seja estatisticamente insignificante no Brasil) e a forma de produzir e distribuir alimentos se modificou, desfavoravelmente, em muitos sentidos: para a distribuição social de riquezas, para os agricultores de pequeno porte, para o meio ambiente, e para a saúde, de forma generalizada.
A pegada ecológica da produção de alimentos in natura (legumes, frutas) ou minimamente processados (óleos vegetais, farinhas, massa de macarrão, arroz polido) em sistema convencional (não orgânico) é alta, e a dos produtos alimentícios prontos para o consumo (pratos congelados, macarrão instantâneo, refrigerantes, sucos em caixinhas) é muito mais. De um lado, a produção, o processamento e o armazenamento demandam energia, água e insumos. De outro, geram resíduos como as embalagens de plástico derivado de petróleo, caixas e latas. O transporte por longas distâncias contribui para elevar as emissões de carbono. O modelo de comercialização, através de grandes redes de supermercado, demanda climatização, iluminação, refrigeração, e fornecimento de sacolas plásticas. Sem falar no deslocamento dos consumidores de suas residências aos grandes supermercados, participando do consumo de combustíveis com consequente emissão de gases tóxicos na atmosfera.
Felizmente, o Brasil é um país importante na produção agrícola mundial, com boa diversidade de alimentos in natura. Estatisticamente, somos privilegiados: produzimos mais alimentos do que a demanda atual, com disponibilidade de energia alimentar per capita de 3.287 kcal/pessoa/dia. A produção, contudo, não é distribuída equanimemente: há um desequilíbrio entre a produção de alimentos destinados ao mercado de commodities (por exemplo, soja e milho) e de biocombustíveis (cana de açúcar), em relação aos destinados para o consumo alimentar dos brasileiros. Nesta receita, entra ainda o enorme desperdício e o potencial destrutivo do sistema “moderno” de produção para o meio ambiente e para a saúde.
Colocando em pratos limpos, boa parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros está contaminada por xenobióticos - classe de substâncias estranhas ao organismo humano como antibióticos; anabolizantes; hormônios promotores de crescimento de animais; metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio; aditivos sintéticos utilizados em embalagens; corantes; conservantes; edulcorantes artificiais, e também por agrotóxicos (fertilizantes e defensivos químicos).

E agora, José? Impactos dos atuais sistemas de produção na saúde de cada um e do planeta
 “Mas para que outro mundo vamos nos mudar?”
Eduardo Galeano.

Somos os principais produtores agrícolas do mundo com predomínio da agricultura familiar, com 74% de toda a mão de obra no campo, contribuindo com 38% do Valor Bruto da Produção Nacional (VBP) agropecuária e sendo responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos no país.
Os números parecem doces, mas, apesar de ser maioria, a agricultura familiar ocupa apenas 24% da área total dos estabelecimentos comerciais nacionais. A maior parte da área agricultável destina-se à produção de commodities (soja, milho, cana-de-açúcar, carne bovina e leite de vaca), em sistema de monocultura, químico-dependente do agronegócio. Juntos, soja, cana-de-açúcar e milho foram responsáveis por 57,7% do valor da produção dos 20 principais produtos no Brasil, no ano de 2012.
Enquanto isso, descasquemos outro abacaxi: os sistemas baseados em monocultura de larga escala automatizada fornecem matérias-primas para a produção de alimentos ultraprocessados, rações consumidas na criação intensiva de animais e combustíveis. E são esses sistemas os grandes responsáveis pelo desmatamento de extensões de terra gigantescas (incluindo a Floresta Amazônica); pela substituição do trabalhador rural por maquinário de ponta; pelo alto consumo de água e combustíveis fósseis; pelo uso massivo de fertilizantes e defensivos químicos que contaminam solo, ar e água - sem falar que demandam muita energia e insumos derivados de petróleo na sua produção. E mais: pelas sementes transgênicas que expõem nossa biodiversidade a riscos como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes, além de tornar os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia. Só mais a última gota d’água: e ainda pelo transporte por longas distâncias que utilizam combustíveis derivados de fontes não renováveis.
Segundo as diretrizes contemporâneas preconizadas pela FAO, pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pelo Ministério da Saúde no Brasil, a alimentação adequada e saudável deve resultar de sistemas alimentares socialmente e ambientalmente sustentáveis. Dessa forma, somos convocados a retomar a alimentação tradicional brasileira (aquela praticada pelos nossos avós!), baseada predominantemente na agricultura familiar local e na produção artesanal de alimentos in natura ou minimamente processados, saudáveis e seguros. É o remédio para o aparentemente irremediável modelo agrícola dominante. Devemos privilegiar o tempo adequado às refeições prazerosas e saudáveis, em família ou entre amigos, respeitando a diversidade cultural, a regionalização, a responsabilidade social e a educação alimentar. Está servido?
 “Mas a interpretação correcta do conceito de ser humano como senhor do universo é entendê-lo no sentido de administrador responsável”. Papa Francisco
O Brasil é líder mundial na importação e consumo de agroquímicos. Em 2009, alcançamos a posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. Em 2015, a ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) divulgou estimativas do aumento de consumo para 7,3 L  por habitante. No mesmo ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) emitiu parecer oficial, apoiando o resgate da produção agroecolócica e recomendando a redução progressiva e sustentada do uso de agrotóxicos diante dos evidentes efeitos tóxicos do uso crônico.
Em termos de alimentação será viável fazer a transição de sistemas produtivos “modernos” para orgânicos, garantindo-se a produtividade em larga escala, suficiente para alimentar uma população mundial crescente, com qualidade e competitividade?
Temos necessidade reais de itens básicos como moradia, alimentação, vestuário, lazer etc. Prosperidade (artha, em sânscrito) é um dos quatro desejos lícitos (purusharthas), inerentes a todo ser humano, segundo a cultura Hindu (seguido de liberdade, felicidade e compreensão da ordem cósmica). Portanto, o desafio atual é conciliar a necessidade de prosperidade e crescimento econômico a partir de um padrão de produção e consumo mais equilibrado e sustentável, social e ambientalmente, com uso ótimo dos recursos e redução do desperdício ao mínimo.
A solução certamente está no “caminho do meio”, facilitada pela tecnologia, cultura, política e educação para desenvolver um sistema produtivo viável.
No Brasil, a Produção Integrada, sistema em que são utilizadas as melhores e mais adequadas tecnologias agropecuárias, buscando a racionalização de produtos agroquímicos, o monitoramento da água, do solo, do ambiente, da cultura ou espécie, da pós-colheita e a necessária implantação de registros em todas as fases de produção para obtenção da rastreabilidade, já é uma realidade - ainda que tímida e limitada a poucas culturas de frutas. Os procedimentos e as Boas Práticas Agrícolas (documento que dita as regras de produção) adotados visam a qualidade e a sustentabilidade, enfatizando sempre proteção do meio ambiente, alimento seguro (livre de contaminantes), condições de trabalho, saúde humana e viabilidade econômica.
O desperdício nosso de cada dia
 O Brasil é líder mundial em desperdício de alimentos. Cerca de 30% da produção são desperdiçados ao longo da cadeia produtiva e 17% pelo consumidor em domicílio, o que quer dizer que a cada R$ 100 gastos no supermercado, R$ 17 vão para o lixo!
Ainda que este patamar de desperdício seja permitido no seu microcosmo, é absolutamente inaceitável considerando-se que mais de 800 milhões de pessoas no mundo não comem o suficiente para serem saudáveis. Isso significa que uma em cada sete pessoas no planeta vai para a cama com fome todas as noites. No Brasil atravessamos atualmente uma transição nutricional onde a desnutrição deixou de ser um problema “estatístico” de saúde pública dando lugar à obesidade e suas co-morbidades. Ainda assim, temos 5% da população (algo em torno de 10 milhões de pessoas) em situação de insegurança alimentar (expressão politicamente correta para descrever fome), enquanto produzimos mais de 25% de alimentos além das necessidades nutricionais da população e são jogados fora diariamente 39 milhões de quilos de alimentos, o que daria para alimentar 19 milhões de pessoas por dia. “A fome é um subproduto do desperdício, o maior problema solucionável que enfrentamos hoje” (dados da ONG Banco de Alimentos).
Outro efeito colateral do desperdício é a produção de resíduos que, quando não tratados adequadamente, podem agredir a natureza, por promover a formação de chorume, um líquido escuro e malcheiroso, capaz de tornar nossos solos inférteis para produção. Também há um problema sanitário: o acumulo de lixo orgânico pode atrair vetores, como ratos, baratas e moscas, causando sérios riscos para a saúde humana, segundo a ONG Banco de Alimentos.

Primeiros passos: redução da pegada ecológica da alimentação
Não haverá uma nova relação com a natureza, sem um ser humano novo. Papa Francisco

Construímos uma relação insustentável com a natureza para obtenção de fontes de alimentos. Para reverter esse quadro perigoso e redesenhar uma nova cadeia alimentar é fundamental que cada um, como consumidor, reveja corajosa e honestamente seus hábitos e faça escolhas mais conscientes orientadas por uma cultura de cuidado pelo bem comum – a solidariedade global.

Considerando que a dieta sustentável deve garantir a qualidade nutricional, fomentar um sistema de produção de alimentos economicamente viável, ambientalmente sustentável, culturalmente diverso, e que assegure a dignidade humana e o bem estar social, devemos agir apoiados em três princípios:

1.   Os recursos naturais são finitos e as demandas “estão” infinitas. A reciclagem resolve apenas parte do problema, uma vez que os processos de reuso também consomem recursos. Dessa forma, a estratégia mais eficaz é reduzir a demanda, ou seja, consumir menos e de forma mais inteligente.

2.   O planeta não tem porta dos fundos, todo resíduo que gerarmos ficará aqui mesmo, no nosso quintal global.

3.   A mídia precisa da indústria que precisa da decisão de compra dos consumidores. Se não queremos, por exemplo, propagandas na televisão sobre refrigerantes e afins destinadas ao público infantil, precisamos simplesmente deixar de comprar, arrancando as raízes do sistema atual de produção de doenças alimentares. Veja, não precisamos de verba, de passeatas, da ação do governo, do exército nem do sobrenatural. Tornar-se um consumidor consciente é uma atitude política ao alcance imediato de todos nós!

O que podemos fazer já:

    Aderir à dieta predominantemente vegetariana reduzindo ao máximo o consumo de alimentos de origem animal.
Exercer a cidadania ecológica reivindicando junto às autoridades que sejam cumpridas as políticas públicas de fomento à agricultura familiar e orgânica, assim como o controle da publicidade sobre alimentos e do cumprimento da rotulagem correta de alimentos industrializados.
    Pleitear a implantação de projetos de agricultura urbana e periurbana, o cultivo de árvores frutíferas em espaços públicos, que visam estimular a produção orgânica de alimentos em áreas ociosas das cidades e do seu entorno.
    Participar de hortas comunitárias para a produção de alimentos orgânicos ou aderir a iniciativas já existentes.
    Exigir que os produtores respeitem as leis ambientais, assim como a legislação trabalhista, e que utilizem métodos menos impactantes ao meio ambiente.
Formar grupos de compras coletivas formados por vizinhos ou colegas de trabalho, para a compra de alimentos orgânicos diretamente dos produtores.
    Na atuação individual, preferir alimentos da estação, locais, orgânicos e/ou produzidos por agricultura familiar, fazendo dos alimentos in natura ou minimamente processados (pães, farinhas) a base da alimentação.
    Comer com moderação.
    Fazer ao menos parte das compras em mercados, feiras livres e “sacolões” onde são oferecidos alimentos in natura.
    Preferir alimentos a granel em vez dos pré-embalados em plástico e isopor, e reaproveitar embalagens, sempre que possível.
    Pedir porções menores em restaurantes e aproveitar ou compartilhar os alimentos excedentes.
    Ir a pé ou de bicicleta fazer compras em mercados locais.
    Cultivar sua própria horta doméstica, em vasos ou canteiros, pelo menos para temperos e hortaliças básicas, e trocar parte da produção entre os vizinhos, amigos e familiares.
    Praticar o aproveitamento integral dos alimentos (AIA), utilizando-os na totalidade, incluindo as partes não convencionais, ou seja, aquelas que normalmente são desprezadas e descartadas (cascas, talos e sementes). Esta medida diminui gastos com a alimentação, reduz o desperdício, melhora a qualidade nutricional do cardápio e ajuda a preservar o meio ambiente, reduzindo o volume de lixo orgânico.
    Ter uma composteira doméstica para destinar o lixo orgânico e promover a coleta seletiva do lixo e reciclagem.
    Usar o mesmo copo de água ao longo do dia.
    Servir a panela à mesa, em vez de colocar o alimento em um refratário, diminuindo o consumo de água para  a lavagem.
    Acumular a louça para ensaboá-la toda de uma vez e só abrir a torneira por último.
    Levar comida feita em casa para o local de trabalho ou estudo, e pleitear pela criação de refeitórios ou de espaços adequados para a alimentação dos trabalhadores e estudantes.


O que devemos evitar já:
Ingerir alimentos ultraprocessados, como bolachas, refrigerantes, salgadinhos e macarrão instantâneo.
    Fazer compras de alimentos em locais onde apenas são comercializados alimentos ultraprocessados e evitar comer em redes de fast-food.
    Cair na tentação dos produtos em promoção, gerando excesso de compras. Planejar as compras e fazer uma lista é muito útil.
    Usar sacos plásticos. Dar preferência às sacolas de material biodegradável.
    Armazenar alimentos perecíveis de forma inadequada, ocasionando o desperdício.
    Pedir comida em sistema delivery, pois gera excesso de embalagens.
Utilizar rolos de PVC para cobrir alimentos. Substituir, sempre que possível, os recipientes de plástico por potes de vidro ou inox, com tampa.
    Aquecer recipientes de plástico em microondas. Deixar as garrafas PET com água em ambientes com temperatura elevadas, por exemplo, dentro do carro sob o sol. O plástico é derivado do petróleo. Quando aquecido ou congelado, libera substâncias tóxicas, especialmente o bisfenol A, relacionado a doenças cardíacas, diabetes, infertilidade, obesidade, puberdade precoce e câncer.


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